hipogonadismo-masculino-1.jpg

HIPOGONADISMO

O hipogonadismo masculino é uma síndrome caracterizada pela deficiência na produção de hormônios masculinos – em especial a testosterona e na produção de espermatozoides. A testosterona é o combustível para a saúde masculina e é produzida pelos testículos e fundamental para a produção normal de espermatozoides. A queda dos níveis sanguíneos de testosterona afeta negativamente a qualidade de vida, a saúde sexual e reprodutiva do homem. O hipogonadismo masculino pode ter diferentes causas e, por isso, é classificado em diferentes tipos:

 

  • Hipogonadismo hipergonadotrófico (primário): deficiência na produção de testosterona devido a disfunção do testículo. Essas disfunções podem ser congênitas ou adquiridas.

  • Hipogonadismo hipogonadotrófico (secundário): deficiência na produção de hormônios hipofisários (FSH e LH), responsáveis por estimular o testículo a produzir testosterona. As disfunções hipofisárias também podem ser congênitas ou adquiridas.

  • Hipogonadismo de início tardio ou funcional: quando a queda nos níveis de testosterona está relacionada com a idade associada a alterações metabólicas, especialmente obesidade, pré diabetes e diabetes.

  • Hipogonadismo devido à insensibilidade dos receptores androgênicos: é uma forma rara caracterizada por uma disfunção dos receptores celulares de testosterona, comprometendo as funções normais dos órgãos que dependem da ação da testosterona.

 
imagem-hipogonadismo-1.png
 

QUAIS SÃO AS CAUSAS DO HIPOGONADISMO NO HOMEM?

As principais causas de hipogonadismo de acordo com os tipos descritos acima são:

 

HIPOGONADISMO HIPERGONADOTRÓFICO (PRIMÁRIO):

  • Síndrome de Klinefelter: síndrome genética decorrente de alterações dos cromossomos sexuais que leva a um desenvolvimento incompleto do testículo e, consequentemente, diminui a produção de testosterona (hipogonadismo) e de espermatozoides, causando azoospermia.

  • Criptorquidismo ou anorquia congênita: a criptorquidia é a condição na qual os testículos não migram para o escroto e ficam aprisionados nos espaços intra-abdominal ou inguinal (região da virilha). Já a anorquia congênita é a ausência dos testículos.

  • Uso de quimioterápicos: esses medicamentos são tóxicos para o testículo e prejudicam a sua função.  

  • Neoplasia maligna de testículo: mais conhecida como câncer de testículo, pode levar ao hipogonadismo e azospermia.

  • Infecções nos testículos (orquites): infecções causadas por microrganismos sexualmente transmissíveis, ou ainda a caxumba, podem resultar em alterações testiculares e prejuízo na produção de testosterona e espermatozoides.

 

HIPOGONADISMO HIPOGONADOTRÓFICO (SECUNDÁRIO):

  • Tumor hipofisário: tumores na glândula hipófise que prejudicam a capacidade da glândula de secretar os hormônios FSH e LH, que estimulam a produção de testosterona pelos testículos.

  • Hemocromatose: doença na qual há acúmulo de ferro no organismo, que acaba sendo depositado nos tecidos, inclusive na hipófise.

  • Abuso de esteroides anabolizantes: substâncias derivadas da testosterona utilizadas para aumento de massa muscular. Afetam o eixo de produção hormonal hipotálamo-hipófise-testículos.

  • Obesidade: uma das causas mais frequentes de hipogonadismo masculino, já que 64% dos homens obesos apresentam baixos níveis de testosterona. A obesidade é um estado inflamatório de baixo grau com produção de citocinas inflamatórias que prejudicam a função da hipófise e dos testículos, determinando um hipogonadismo misto.

  • Radioterapia: quando esse procedimento é realizado próximo à região dos testículos ou da hipófise, a função[JRP1]  desses órgãos pode ser afetada.

  • Distúrbios hormonais não tratados: excesso ou deficiência na produção de outros hormônios podem afetar a função testicular, como hormônios tireoidianos, hormônios da supra-renal, hormônio do crescimento e prolactina.

 

É importante ressaltar que o envelhecimento é um dos fatores que aumentam as chances do homem possuir baixas concentrações de testosterona no organismo, dando origem ao hipogonadismo de início tardio. Atinge cerca de 20% da população senil, de acordo com informações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e estima-se que a partir dos 40 anos a diminuição da produção de testosterona gira em torno de 10% a cada década.

 [JRP1]a hipofise nao é gonada

 

QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS?

Os sintomas mais comuns do hipogonadismo masculino são:

  • Epífises não fechadas (extremidades dos ossos);

  • Sarcopenia (perda de massa muscular);

  • Voz aguda;

  • Testículos pequenos;

  • Infertilidade;

  • Atividade/desejo sexual reduzido;

  • Ginecomastia (crescimento de mamas nos homens);

  • Pelos faciais e corporais esparsos.

 

E no hipogonadismo de início tardio?

  • Perda de libido;

  • Sarcopenia (perda de massa muscular);

  • Resistência à insulina;

  • Fogachos (sensação de calor repentino);

  • Distúrbios do sono;

  • Alterações de humor, fadiga e Irritabilidade;

  • Disfunção erétil;

  • Aumento da gordura na região do abdome;

  • Depressão.

 

COMO É REALIZADO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico de hipogonadismo masculino é baseado nos sinais e sintomas clínicos associados a exames de laboratório e imagem.

A principal metodologia utilizada para confirmar o diagnóstico é a dosagem dos níveis de testosterona no sangue. Recomenda-se que a análise seja realizada em 3 dias diferentes pela manhã.

De acordo com os sinais e sintomas de cada paciente, outros exames podem ser solicitados pelo médico, a fim de complementar o diagnóstico, como:

  • Análise seminal (espermograma);

  • Dosagem de outros hormônios, como FSH, LH;

  • Ressonância ou tomografia da hipófise;

Ultrassom de testículos.

 

COMO É REALIZADO O TRATAMENTO?

O tratamento do hipogonadismo masculino será realizado por um médico especialista, que avaliará individualmente cada paciente, a fim de melhorar sua qualidade de vida e restaurar os níveis de testosterona.

 

Na maioria dos casos, o tratamento de escolha é a reposição hormonal. Há diversos medicamentos disponíveis no mercado e só o médico é capaz de avaliar qual o melhor para cada tipo de hipogonadismo. É fundamental que o indivíduo siga à risca a dosagem e o período recomendado pelo profissional para que o tratamento ofereça o resultado esperado.

É importante salientar que homens em idade reprodutiva ou que desejem ter filhos, não podem repor testosterona de forma indiscriminada, pois correm o sério risco de ativar o mecanismo de retroalimentação negativa do eixo hipotálamo-hipófise-testículos e inibir a produção de testosterona e espermatozoides pelos testículos, podendo levar a atrofia (diminuição importante do volume) testicular.

Alguns hábitos de vida podem reduzir as chances de desenvolver o hipogonadismo, tais como a manutenção de uma rotina regular de sono e a prática de exercícios físicos. Caso tenha restado alguma dúvida sobre o assunto, sobretudo quando voltado ao público masculino, entre em contato e agende sua consulta.

 

Ao procurar um médico especialista para tratar a varicocele é de extrema importância optar por um profissional com expertise na área, com reconhecimento de instituições renomadas no setor. O Dr. Jorge Hallak, por exemplo, é pioneiro na saúde do homem no Brasil e membro das principais associações nacionais e internacionais, tais como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), American Society of Andrology, International Society of Andrology, entre outras.

Diante dos efeitos da varicocele na saúde reprodutiva do homem, é essencial que o homem vá ao andrologista anualmente cuidar de sua saúde reprodutiva. Caso tenha restado alguma dúvida, entre em contato e agende uma consulta.